Grupo Interinstitucional de Comunicação e Educação em Saúde de Santa Catarina 

 

"Canal Saúde é um instrumento da saúde, como a vacina, o medicamento..."
Superintendente Arlindo Gómez defende em SC melhor aproveitamento do programa pelo setor saúde



O superintendente do Canal Saúde, Arlindo Fábio Gómes de Sousa, propôs em Florianópolis uma maior "apropriação" do programa pelo setor saúde. Criado há dez anos como um instrumento para fortalecer o Sistema Único de Saúde, com um orçamento anual de R$ 4 milhões e 400 mil, o Canal Saúde é um projeto permanente da Fundação Oswaldo Cruz, do Ministério da Saúde, que visa a produção e difusão (por antena parabólica, internet, canais abertos e a cabo) de vídeos e outros recursos audiovisuais para promoção e troca de conhecimentos no âmbito da saúde pública. A iniciativa também busca disseminar o conceito ampliado de saúde, contribuindo para a discussão das políticas públicas e fortalecendo o controle social. "A gente utiliza pouco os recursos audiovisuais", avaliou Arlindo em reunião realizada em agosto de 2005 em Florianópolis com dirigentes e técnicos da Secretaria de Estado da Saúde de SC, da  Fundação Nacional de Saúde e do Ministério da Saúde que tratou da estruturação de um ponto de recepção do Canal Saúde na capital catarinense. "Não adianta só colocar o programa no satélite", disse o superintendente, defendendo a participação das Secretarias estaduais de Saúde na implantação de redes de recepção da programação do Canal, formação de videotecas e produção de matérias locais. O Canal Saúde oferece suporte técnico, viabilizando oficinas para capacitar técnicos das Secretarias em metodologias de uso do vídeo.

Em 2004 a Fiocruz começou a fomentar parcerias com as Secretarias. Gestores e técnicos, representantes de 13 estados brasileiros, estiveram reunidos no Rio de Janeiro para debater o papel da comunicação social na saúde e estudar formas de utilizar o Canal em seus estados a partir do seminário "Que Canal Saúde Você Vê?”. Lisete Contin, da Divisão de Educação e Promoção da Saúde da SES/SC, que participou do seminário, destaca a existência de ampla demanda de equipes do Programa Saúde da Família por materiais educativos. Santa Catarina tem 1.097 equipes de Saúde da Família - com 8.850 Agentes Comunitários de  Saúde  em atividade. Ela qualifica a parceria da SES/SC com o Canal Saúde como uma oportunidade de propiciar a utilização da tecnologia de informação e comunicação como estratégia de Educação em Saúde no Sistema Único de Saúde, fortalecendo ações de atenção básica como "eixo fundamental para a mudança do modelo assistencial no SUS"

De acordo com a educadora, a proposta original de parceria com o Canal Saúde previa a montagem de pontos de recepção do programa no nível central da SES/SC e em 18 Regionais de Saúde, com a estruturação de 18 videotecas, descentralizadas, visando atender as necessidades de capacitação/atualização/informação dos profissionais de saúde, estudantes e população em geral. Entretanto, diante da insuficiência de pessoal e de recursos materiais das Regionais, Santa Catarina deverá, neste primeiro momento, organizar somente um centro de recepção do Canal Saúde no nível central da SES, em Florianópolis, para reprodução e difusão de materiais. Posteriormente, a iniciativa seria expandida às Regionais.

Durante sua estada em Florianópolis, Arlindo Fábio Gómes de Sousa estimulou os técnicos catarinenses a promover um melhor aproveitamento do Canal Saúde. "O Canal saúde é um instrumento do setor saúde, como a vacina, como o medicamento", afirmou o superintendente, destacando a importância de Santa Catarina divulgar para o Brasil experiênciais locais bem-sucedidas na saúde e ainda sugeriu articulações com tevês educativas para difusão da programação. "O instrumento está aí, disponível, cabe a nós fazermos a sua incorporação", desafiou Arlindo.
 

Florianópolis, 26 de setembro de 2005.
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