Grupo Interinstitucional de Comunicação e Educação em Saúde de Santa Catarina
Carta de Balneário Camboriú às autoridades e à sociedade em geral

A presente carta é o resultado dos debates realizados durante o III ECESCO - Encontro Catarinense de Educação Sanitária e Comunicação para a Saúde, realizado em Balneário Camboriú, Santa Catarina,  no período de 25 a 28-10-99, com o objetivo de subsidiar políticas e ações voltadas para a Educação Sanitária, nas áreas Federal, Estadual e Municipal.

PROBLEMAS E SOLUÇÕES
 

1. Para integrar entre os órgãos governamentais (Federal, Estadual e Municipal) e não governamentais, devido a falta de uma política em Educação Sanitária e falta de entrosamento entre os profissionais.

- Promover a integração entre os órgãos governamentais (Federal, Estadual, Municipal) e não governamentais, com o objetivo de globalizar as ações de Educação Sanitária, através da formação de equipes multi-profissionais e interinstitucionais para implantação das ações referentes a vigilância e educação sanitária.

2. Capacitação não adequada dos profissionais para desenvolver ações de educação sanitária.

- Promover a capacitação dos profissionais envolvidos, através de treinamentos nas áreas técnicas e pedagógicas.

3. Pouca disponibilidade de recursos humanos, materiais e financeiros para as de vigilância e educação sanitária.

- Sensibilizar aos gestores para disponibilização de recursos necessários para ações em educação sanitária e implementar parcerias e grupos multiplicadores de Educação Sanitária, junto às comunidades formadas por técnicos, professores, agentes de saúde, líderes comunitários, dentre outros.

4. Pouco conteúdo relativo à Educação Sanitária, embutido nos currículos escolares.

- Fazer cumprir a legislação no que se refere a educação sanitária, conforme parâmetro Curricular Nacional (PCN) e Lei de Diretrizes e Base (LDB).

5. Deficiência de ações educativas sanitárias áreas ambientais e vegetais voltadas a crianças em idade escolar.

- Priorizar ações educativas sanitárias nas áreas de saúde ambiental e vegetal, junto a escolares de 1º grau.

6. Desigualdade de adesão aos Projetos de Educação Sanitária, nas diferentes regionais.

- Maior motivação do pessoal técnico envolvido, maior cobrança por parte das chefias imediatas e superiores dos órgãos comprometidos.
 

7. Pouca efetividade das ações e vigilância sanitária e em saúde pública e ambiental aos municípios.

- Desenvolver efetivas ações de vigilância sanitária.
-  Em saúde pública através das Regionais de Saúde onde essas ações não foram municipalizadas.
- Em saúde ambiental, através de incentivos financeiros para o pequeno agricultor visando a prevenção e/ou oferecer formas técnicas de sustentabilidade, bem como descentralizar as ações de proteção ao meio ambiente.

8. Insuficiência de rede de esgoto e água tratada.

- Integração entre estados e municípios para implantação da rede de esgoto e tratamento de água, inclusive para as áreas rurais.

9. Impacto econômico, social e à saúde pela disseminação de pragas nas principais culturas vegetais e pelo uso inadequado de agrotóxicos.

- Elaborar diagnóstico e desenvolver projetos educativos sanitários, a nível municipal, nas principais culturas e pragas de importância econômica e em uso de agrotóxicos , envolvendo profissionais, produtores, comerciantes, consumidores e estudantes.

10.  Não existe socialização dos dados e informações relativas às áreas de saúde pública, animal, vegetal e ambiental.

- Promover a ação de comunicação entre os órgãos envolvidos.
 
 
RELATORES:   CÂMARAS:
Rosinete Fátima Ferreira Neto 
Simone Weber Pollack
Karlen Bruggmann
Adolorata Aparecida Bianco Carvalho

 

Saúde Humana
Saúde Vegetal
Saúde Ambiental
Saúde Animal