Grupo
Interinstitucional de Comunicação
Gilson Carvalho
carvalhogilson@uol.com.br
Para se fazer o marketing do
SUS se faz necessário entender a idéia central e os princípios
fundamentais do Sistema Único de Saúde - SUS. É no
entendimento dele é que podem surgir as idéias luminosas
que servirão para o reconhecimento de sua importância, necessidade
e conseqüente defesa de garantia.
Primeiro temos que nos aperceber
que Saúde é um bem tão grande, envolvendo a própria
vida das pessoas como um todo, ou em parte maior ou menor. Este bem está
sujeito a um tipo de risco, por vezes previsível e prevenível
e outras muitas vezes, imprevisível e imprevenível.
A vida como um todo ou parte dela,
quando em risco, envolve custos psíquicos, morais, sociais e físicos.
Estes custos traduzidos no econômico, quando possíveis, podem
ser de tal monta que mesmo os brasileiros que ganham mais que dois mil
dólares mensais teriam extrema dificuldade em poder arcar com eles.
Quanto aos mais pobres nem se diga pois a somatória de todo a remuneração
que conseguissem com seus salários , por toda uma vida, não
seria capaz de remunerar estes custos.
Daí se deduz a necessidade
que tem a humanidade de buscar uma forma de seguro para garantir sua saúde.
Este seguro pode ser buscado no setor privado que estabelece os custos
na medida dos riscos cobertos. Quanto maior o risco a que o cidadão
é exposto e, consequentemente, maior a cobertura pretendida, estes
custos se elevam a valores astronômicos. No Brasil os últimos
levantamentos apontam que seguros e planos de saúde têm
sido oferecidos a um custo mensal entre 20 e 1000 dólares por pessoa,
na dependência do que se cobre e de quem é coberto.
A outra alternativa é que
a saúde seja assegurada pelo estado. Assim é que inúmeros
países colocam a questão social como um campo de ação
primordial do Estado e consequentemente têm assegurado o direito
à saúde através de impostos e contribuições
do cidadão. A vantagem de ser estatal é a garantia de que
será universal a todos os cidadãos ou que no mínimo
dê cobertura aqueles que menos têm e menos podem. Assim alguns
países dão cobertura universal a todos e outros a parcela
da população, os mais carentes. Outros limitam não
na universalidade mas no alcance da cobertura, limitando determinados atendimentos
ditos de alta complexidade e alto custo.
O seguro estatal financiado
pelos cidadãos, entre as muitas vantagens, tem as seguintes: a inexistência
do lucro (objetivo do privado) a possibilidade de extensão de cobertura
diante de necessidades emergentes, a abertura ao controle da própria
sociedade através do legislativo, do judiciário e do próprio
controle social direto.
Assim é o Sistema Único
de Saúde - um “seguro estatal” garantido por nossos impostos e contribuições
sociais, previsto na Constituição Federal como Direito de
todos e Dever do Estado.
Este é o primeiro ponto de
marketing a ser feito. Defenda o que é seu! Exija dos governos que
cumpram a constituição e as leis “por pensamentos, palavras
e obras”... garantindo os meios, principalmente financeiros, para que o
SUS cumpra seu papel.