Grupo Interinstitucional de Comunicação e Educação em Saúde de Santa Catarina 

 

Comunicação
Almanaque do Jeca Tatu

Quem lembra dele? “Jeca Tatu era um pobre caboclo que morava no mato, numa casinha de sapé. Vivia na maior pobreza, em companhia da mulher, muito magra e feia, e de vários filhinhos, pálidos e tristes”. Assim começava a história de um singelo livrinho escrito por Monteiro Lobato em 1925 para fazer propaganda de um medicamento que seria eficaz no tratamento da ancilostomose,  o Ankilostomina Fontoura. O livreto, de doze páginas, aumentou as vendas do remédio, divulgou noções de higiene e prevenção da doença e incorporou o personagem Jeca Tatu à literatura e ao imaginário nacional. Com humor, Lobato alertava para a importância do calçado para se evitar a doença causada por vermes que também ficou conhecida como amarelão ou doença de Jeca. “E toda a gente andava calçada. O caboclo ficara com tanta fé nos calçados que metera botina até nos sapatos dos animais caseiros! Galinhas, patos, porcos, tudo de sapatinhos nos pés. O galo, esse andava de bota e espora!”
O personagem de Monteiro Lobato era um caipira considerado por todos como preguiçoso e idiota que, ao se descobrir doente de amarelão, trata-se, cura-se e torna-se fazendeiro rico.

Segundo dados da Organização  Mundial de Saúde relativos a 2002, 1,3 bilhão de pessoas no planeta (sobretudo nas regiões tropicais e subtropicais) estão infectadas pelo ancilostoma e 65 mil morrem devido à anemia associada à doença.

Fontes: Agência Fiocruz de Notícias e Revista Realidade – Maio de 1966
 
 

Florianópolis, 10 de julho de 2006.
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