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Grupo Interinstitucional de Comunicação e Educação em Saúde de Santa Catarina
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QUALIDADE E HUMANIZAÇÃO
Existe uma cultura de sempre culpar o gestor e o médico pelos problemas do sistema. Ambos devem estar sob controle da população, e devem ser responsabilizados, porém, de forma mais racional. O mau atendimento expõe também o conjunto dos servidores da saúde, que são todos vítimas do sistema – porque culpar apenas o médico ?
A formação dos profissionais não está suficientemente orientada para o atendimento da população usuária do SUS. O médico e demais profissionais de saúde precisam ser melhor preparados quanto a humanização. Um dos principais problemas é a rotatividade, o despreparo dos profissionais e a falta de uma política de recursos humanos que leve em consideração as demandas regionais.
O serviço de saúde deve ser grátis, de boa qualidade e a humanização do SUS deve privilegiar os mais sofridos ( atender as pessoas conforme suas necessidades).
Os hospitais privados só querem atender patologias que dão lucro. As patologias crônicas e os traumas, que são de alto custo, deixam de ser interessantes financeiramente para eles.
O modelo assistencial é privatista e curativo e por esta razão não cumpre com os princípios do SUS – de universalidade, de equidade e de integralidade. A racionalidade do modelo é voltada para o lucro e não para as necessidades, constituindo uma lógica perversa.
As administrações de vários municípios não investem na profissionalização da gestão e por isto não dispõem de um diagnóstico das necessidades e possibilidades do sistema local de saúde.
Enquanto se realizam investimentos desnecessários em construções de unidades hospitalares que depois ficam sem conclusão ou operam com baixa resolutividade, pela falta de otimização das estruturas físicas e falta de profissionais, deixa de ser feito investimento nos serviços de média complexidade, que dariam respostas a muitas necessidades da população sem tanta despesa.
Entre os entraves ao acesso `a atenção de média e alta complexidade, ressalta-se a cobrança indevida em hospitais privados ou universitários conveniados com o SUS e a formação de cartel pelos anestesistas.
Existe a necessidade de dar maior publicidade às ações desenvolvidas pelo SUS, dos recursos e serviços disponíveis para os usuários e de seus resultados.
Ainda no campo da comunicação e informação, falta interação entre os profissionais de saúde e os usuários, gerando insegurança e desconfiança nos diagnósticos e tratamentos adotados. Entre as causas dessa má comunicação e mesmo falta de respeito aos usuários, destacamos o descompasso entre o aparelho formador e os princípios do SUS.Dados do Relatório Final da XI Conferência Nacional de Saúde.