Grupo Interinstitucional de Comunicação e Educação em Saúde de Santa Catarina 

SAIBA  MAIS SOBRE AS CONFERÊNCIAS
Todas as conferências foram importantes, numa perspectiva histórica.  Elas motivaram momentos significativos da política de saúde e resultaram em esforços como a mobilização dos profissionais de saúde e outros grupos sociais e populares pela Reforma Sanitária Brasileira.
Em 1941, aconteceu a I Conferência Nacional de Saúde, com características bem diferentes das últimas conferências.  As conferências foram instituídas em 13/01/37, através do Art.90 da Lei nº 378.  Seu objetivo era facilitar ao governo federal o conhecimento das atividades referentes à saúde realizadas em todo o país, adaptá-las aos serviços locais,  e destinar para isso os auxílios e subvenções federais.  Estas conferências tinham apenas um caráter consultivo e delas participavam somente autoridades políticas e técnicos vinculados ao setor saúde.
A  VIII Conferência Nacional de Saúde,  realizada em 1986, tomou um caráter distinto. Ela se abriu ao debate com participação da sociedade civil, considerando suas idéias que foram posteriormente integradas à Constituição de 1988 e à  Lei Orgânica da Saúde.
O conceito de Seguridade Social da Constituição de 1988, integrando as áreas de Saúde, Previdência e Assistência Social, bem como, a elaboração da seção da saúde na Constituição e a Lei Orgânica da Saúde,  constituíram-se momentos privilegiados de  participação da sociedade e de avanços na  conquista desses direitos.  Aí foram aprovados importantes dispositivos e diretrizes, tais como:
- A saúde como direito de todos e dever do Estado;
- O  Sistema Único de Saúde – SUS, integrado pelos serviços públicos e privados;
- O comando único do SUS em cada nível de governo;
- Descentralização das ações e  serviços para  Estados e Municípios;
- Atendimento integral, como prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais;
- Participação da comunidade na definição das políticas de saúde, na gestão e no controle da sua execução.
Mas, para que essas conquistas sejam efetivadas, é necessário que a sociedade realmente participe na elaboração das políticas de saúde e no controle de sua execução, de maneira que o direito à saúde e a melhoria de humanização nos serviços de saúde sejam uma realidade no dia a dia dos brasileiros."

QUADRO DEMONSTRATIVO DAS CONFERÊNCIAS NACIONAIS DE SAÚDE
   Local  Data  Tema  Central
Rio de Janeiro  10 a 15 de novembro de 1941  Organização sanitária, ampliação e sistematização das campanhas contra a tuberculose e hanseníase,serviços básicos de saneamento e proteção materno-infantil
Rio de Janeiro  21 de novembro  a 2 de dezembro de 1950  Orientações e normatizações de sanitaristas para maior uniformidade às resoluções dos problemas de saúde do Brasil
Rio de Janeiro  9 a 15 de dezembro de 1963  Situação sanitária do Brasil. Distribuição e coordenação das atividades médico-sanitárias, municipalização dos serviços de saúde, fixação de um Plano Nacional de Saúde
Rio de Janeiro  30 de agosto a 4 de setembro de 1967 Recursos Humanos para atividades de Saúde
Brasília  5 a 8 de agosto de 1975  Sistema Nacional de Saúde, Programa de Saúde  Materno-Infantil, Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica, controle das grandes endemias e extensão da saúde às populações rurais
Brasília  1º  a 5 de agosto de 1977  Controle das grandes endemias, interiorização dos serviços de saúde e política nacional de saúde
Brasília  24 a 28 de março de 1980  Extensão das ações de saúde através dos serviços básicos
Brasília  16 a 21 de março de 1986  Reforma Sanitária
Brasília  9 a 14 de agosto de 1992  Municipalização da Saúde
Brasília  2 a 6 de setembro de 1996  SUS – Construindo um Modelo de Atenção à Saúde para a Qualidade de Vida
Brasília  15 a 19 de dezembro de 2000  Efetivando o SUS: Acesso, Qualidade e Humanização da Atenção à Saúde com Controle Social