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Grupo Interinstitucional de Comunicação e Educação em Saúde de Santa Catarina
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MODELOS DE ATENÇÃO
Os modelos vigentes via de regra continuam assistencialistas e são incapazes de atender às necessidades da população. Os municípios pequenos e do interior não têm condições, em termos de hospitais e tecnologia, por exemplo. O sistema continua fragmentado e a intersetorialidade é precária. O modelo é centrado na figura do médico, mais voltado para a doença, gerando expectativa de que a única forma de resolver os problemas de saúde é apenas tratar medicamente a doença.
Tais modelos não têm respondido às demandas de saúde da população, ao não atenderem ao princípio da equidade. São modelos curativistas, assistencialistas, operados por profissionais que não estão preparados para atuarem com o respeito devido pelos direitos do paciente e suas necessidades, com a qualidade necessária. Além do mais, trata-se de um modelo privativista, que pratica arrocho salarial e a precarização das relações de trabalho. É um modelo que, enfim, não vem atendendo aos problemas de saúde. O Brasil ainda não tem um verdadeiro modelo de atenção.
Há dissonância entre os modelos de atenção à saúde versus demandas existentes e, salvo algumas exceções, não atendem adequadamente à resolução dos atuais problemas de saúde.
A relação dos profissionais com os serviços é marcada pela falta de compromisso, embora não se possa generalizar pois existem profissionais comprometidos. Deve-se lembrar que o profissional de saúde também é humano. O governo e o povo investem na formação do médico que se forma e não tem nenhum compromisso com a população ou com a sociedade que é quem investe nessa formação. Uma situação dúbia, a dos anestesistas: parecem não fazer parte do SUS, ao cobrar por fora.Dados do Relatório Final da XI Conferência Nacional de Saúde.