Grupo Interinstitucional de Comunicação e Educação em Saúde de Santa Catarina 

INTEGRAÇÃO DAS VIGILÂNCIAS
Há consenso a respeito de que existe um longo caminho a percorrer no sentido da integração da vigilância sanitária com a vigilância epidemiológica e ambiental. Contudo, a epidemiologia não tem sido utilizada para nortear o planejamento das ações de saúde.
Cobra-se das universidades maior empenho no desenvolvimento de conhecimento nesta área, pois sua competência ainda não é utilizada, devido a falta de recursos e talvez de interesse, cortando a possibilidade de articulação.
Nos pequenos municípios, a vigilância sanitária tem dificuldade de atuar com isenção.
Falta articulação e integração, bem como assessoria do Ministério da Saúde aos estados e municípios para garantir a integralidade e superação das dicotomias das ações da saúde.
O Ministério da Saúde arrefeceu a discussão sobre a vigilância em saúde e a criação das agências tende a fragmentar o SUS nesta área.
Denuncia-se também a ausência de critérios claros para a dotação de recursos na vigilância epidemiológica na fonte  FUNASA.  Os critérios baseados apenas na população não servem para definir alocação e recursos.  Em que pese tais dificuldades, considera-se que a FUNASA tem colaborado com a solução de diversos problemas ligados a questão de controle de endemias.
A saúde do trabalhador se mantém órfã  nas prioridades de todas as instâncias do Ministério da Saúde.

Dados do Relatório Final da XI Conferência Nacional de Saúde.