Grupo Interinstitucional de Comunicação e Educação em Saúde de Santa Catarina
 Saúde tem pouco espaço na mídia

Somando todos os veículos de comunicação, obtemos a média de 5,90% do espaço dedicado aos temas de saúde. O veículo que mais dedica espaço é a revista (16%), seguido pelas rádios(5,28%). Os jornais diários dedicaram 1,9% de seus espaços às mensagens de saúde. Na televisão, apenas 0,4% do tempo foi ocupadocom o tema saúde. Os dados são de uma pesquisa realizada há dois anos  no Brasil  porpesquisadores da Universidade Metodista de São Paulo, Universidade  Gama Filho e Universidade Estadual de Campinas que deverão ser omplementados pelas pesquisas de outras universidades latino-americanas. O trabalho integra o projeto COMSALUD (Cobertura de Saúde nos Meios) cujo protocolo de investigação foi firmado em fevereiro de 97 na Universidade de Lima, Peru, por representantes de universidades comprometidas com o projeto e da Organização Panamericana de Saúde, OPAS. Outro dado interessante observado na pesquisa  é que, mesmo quando o tema saúde é alvo do noticiário, sua abordagem é quase sempre sob o ponto de vista negativo. Em temas como "serviços de saúde", por exemplo, prevalecem os  argumentos de incompetência e malestar. Outros descritores temáticos, como tabagismo, câncer e violências e acidentes, que poderiam ser alvo de grandes campanhas, também não estão satisfatoriamente cobertos. Nocaso do tabagismo, prevalecem mensagens negativas, com alguma referências à prevenção.
A finalidade dessa pesquisa é fazer um diagnóstico preliminar da cobertura do tema saúde nos meios de comunicação de massa em diversos países  latino-americanos. O propósito é traçar uma linha basal da cobertura  realizada e partir daí delinear passos operativos para o futuro, através da OPAS. Esse diagnóstico exploratório permitirá executar alguns dos objetivos específicos: