| Incluir a temática Comunicação
e Educação em Saúde nos currículos da rede
pública e privada em todos os níveis de ensino, promover
oficinas e cursos com professores de Comunicação Social,
criar um comitê para viabilizar
e articular a capacitação de conselheiros e profissionais
de saúde, e realizar encontro regional de comunicação
e educação em saúde tendo como eixos a consolidação
do SUS e a participação da comunidade através
da criação dos Conselhos Locais de Saúde. Estas foram
algumas das operações propostas por quase trinta técnicos
e representantes de órgãos públicos, universidades
e organizações não governamentais de Santa Catarina
reunidos de 27 a 29 de setembro de 1999 na sede da associação
dos servidores do Ministério da Fazenda, em Florianópolis,
SC/Brasil, durante a Oficina de Planejamento Estratégico do Grupo
Interinstitucional de Comunicação e Educação
em Saúde de Santa Catarina, GICES-SC, numa promoção
conjunta da Secretaria de Estado da Saúde e da Coordenação
Regional da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA).
Com sua realização definida entre os encaminhamentos do I
Encontro Estadual de Comunicação e Educação
em Saúde, realizado de 30 de junho a 2 de julho de 99, a oficina
que começou a definir o plano de ação do Grupo foi
monitorada por Ubirajara Picanço, da Asssessoria de Planejamento
Estratégico da FUNASA, e Darcy Valadares Ventura, do Núcleo
de Educação em Saúde da Assessoria de Comunicação
Social da FUNASA. Foi utilizada a metodologia de planejamento estratégico
situacional, com levantamento dos problemas existentes na área de
comunicação e educação em saúde, hierarquização
e análise dos problemas selecionados, suas causas críticas
e propostas de enfrentamento, com definição de operações.
Os problemas, propostas e viabilidade de soluções foram analisados
sob a ótica da Secretaria de Estado da Saúde, por sua
responsabilidade como gestora do Sistema Único de Saúde
em Santa Catarina. Assim, a seleção dos problemas a serem
enfrentados foi realizada a partir de seu valor político
para a SES, da governabilidade (oportunidade e possibilidade de enfrentamento),
e da medida de exeqüibilidade que a SES possui para enfrentá-los
bem como das conseqüências que o adiamento de sua solução
provocarão. De 27 problemas identificados pelos participantes
da Oficina, somente seis foram hierarquizados para enfrentamento. Divididos
em quatro grupos de trabalho com diferentes entidades e setores representados
(área de comunicação, universidades, ONGs, SES, município,
Ministério da Saúde, FUNASA, empresas e demais representações
governamentais), os participantes da oficina definiram propostas de ações
para o enfrentamento dos problemas.
Presente ao ato de encerramento do evento, o Coordenador de Ações Regionais da SES, Norival Silva, destacou o desafio que representa levar o fruto deste trabalho ao usuário do SUS. Ressaltou a importância do estabelecimento de parcerias interinstitucionais e intersetoriais, congregando entidades públicas, privadas e não governamentais, e enfatizou a necessidade de sensibilizar os secretários municipais de saúde, afirmando que só “a comunidade mobilizada pode fazer essa sensibilização”. O Grupo vai apresentar as propostas ao secretário de Estado da Saúde Eni Voltolini, visando sua aplicação. |
| Encaminhar proposta de
inclusão da temática Comunicação e Educação
em Saúde nos currículos da rede pública e privada,
em todos os níveis de ensino
Promover oficinas/cursos com professores da área de Comunicação Social sobre Comunicação e Educação e Saúde Criar um Comitê no GICES/SC para viabilizar/articular a capacitação de conselheiros e profissionais de saúde Realizar encontro regional de comunicação e educação em saúde tendo como eixos a consolidação do SUS e a participação da comunidade através da criação dos Conselhos Locais de Saúde Articular o GICES-SC com os projetos da área da saúde que contemplam a educação em saúde tendo-os como locais de experimentação e exercício dos conceitos trabalhados pelo grupo. Contemplar nas reuniões
ordinárias do GICES-SC a discussão e aprofundamento da concepção
de comunicação e educação em saúde,
de modo que o grupo tenha clareza do tema e passe a planejar uma forma
de divulgação dessa discussão.
As operações listadas
acima foram elaboradas pelos grupos de trabalho da Oficina de Planejamento
Estratégico do GICES-SC para o enfrentamento do problema identificado
como inadequação da prática e da concepção
tradicionais de comunicação e educação em saúde,
caracterizado, por exemplo, pelo desenvolvimento de práticas
e campanhas de forma pontual, como a distribuição de folhetos
de forma cicunstancial. De mais de uma dezena de causas apontadas como
condicionantes ou determinantes do problema, três foram selecionadas
como críticas, isto é, que agem diretamente sobre o problema:
deficiência na capacitação de conselheiros de saúde,
ausência da temática Comunicação e Educação
em Saúde no ensino (1º, 2º e 3º graus) e insuficiência
na capacitação/reciclagem de recursos humanos na SES.
A baixa qualificação de profissionais de mídia sobre
saúde e até mesmo o desconhecimento de profissionais de saúde
sobre direitos do usuário do SUS foram detectadas como causas do
problema.
Realizar até abril de 2.000 encontro com lideranças comunitárias.sobre o modelo assistencial do SUS, fomentando a criação de Conselhos Locais de Saúde. Capacitar líderes comunitários sobre Comunicação e Educação em Saúde. Sensibilizar professores da área de saúde e da educação sobre as ações de Comunicação e Educação em Saúde Tais ações visam enfrentar
a insuficiência e inadequação de informação
e educação que a população detém sobre
fatores que determinam ou condicionam sua saúde. De acordo com a
Oficina de Planejamento Estratégico do GICES-SC, as causas determinantes
do problema são a baixa participação comunitária
e a insuficiência de planejamento integrado, que resultam na elevação
de índices epidemiológicos como acidentes por causas externas,
mortalidade materna, DST/AIDS e doenças cardiocirculatórias.
A solicitação constante pela comunidade de atos médicos
e recursos curativos e a participação pouco efetiva dos usuários
nos Conselhos de Saúde foram apontadas como indicadores do problema.
Ao analisar o problema, o GICES-SC também percebeu a necessidade de discussão/sensibilização sobre o tema da integração no próprio grupo, bem como a importância da inclusão de mais representantes comunitários. Elaborar plano de ação da SES em Comunicação e Educação e Saúde e Comunicação para o ano 2.000, visando garantir ítem orçamentário para ações do setor Preparar conselheiros de saúde e lideranças comunitárias através de oficinas semestrais O GICES-SC coloca-se à disposição para colaborar com o Serviço de Educação em Saúde, a Assessoria de Imprensa da SES e o CEDRHUS na implantação destas ações, que têm como objetivo enfrentar a insuficiência/instabilidade de recursos financeiros na área de comunicação e educação em saúde. De acordo com a Oficina de Planejamento
Estratégico do GICES-SC, a indefinição de um percentual
orçamentário para a saúde e o fato de a população
não exercer plenamente a sua cidadania são causas críticas
do problema. Outras causas que produzem ou condicionam o problema são
interesses econômicos voltados para a medicina curativa – recursos
são aplicados predominantemente em ações de média
e alta complexidade em detrimento do trabalho preventivo -, a falta
de controle social e a pouca credibilidade sobre ações de
educação em saúde. A inexistência de uma política
de comunicação e educação em saúde na
SES com necessidades orçamentárias definidas também
foi identificada como um indicador do problema.
Propor a inclusão de representante do Conselho Estadual de Saúde no planejamento das ações da SES e de representantes dos Conselhos Municipais de Saúde nas ações dos Municípios Realizar seminários de sensibilização para estimular o planejamento participativo entre as instituições públicas e privadas. Realizar cursos de capacitação para profissionais da saúde em vigilância epidemiológica (com supervisão técnica e monitoramento pelo GICES) com conteúdo em comunicação e educação em saúde Estas operações, cuja
responsabilidade de execução caberia ao GICES-SC e às
Secretarias Estadual e Municipais de Saúde, são propostas
como estratégias de enfrentamento do problema identificado na Oficina
como existência de programas e ações de saúde
desarticulados da realidade social. Como descritores do problema, o grupo
apontou a subnotificação de doenças sexualmente
transmissíveis e de agressões por animais potencialmente
transmissores de raiva, o abandono de tratamento por pacientes com tuberculose
e hanseníase, e a fragmentação e multiplicidade
de ações executadas por diferentes instituições
públicas e privadas.
Sugerir um planejamento integrado para a SES que contemple a modernização dos serviços Capacitar pessoal segundo a função exercida ou a ser exercida No entendimento do GICES-SC, o êxito da solução do problema requer a atuação da Diretoria de Planejamento e da área de Recursos Humanos da SES. As operações acima
propostas visam o enfrentamento da pouca modernização administrativa
e tecnológica identificada na SES, cujas causas críticas
são o planejamento deficiente e a capacitação mal
dirigida. Ambas determinam outras causas ou subproblemas como despreparo
técnico e gerencial, baixo investimento nas relações
de trabalho (qualidade/produtividade) ou mesmo insuficiência de recursos
financeiros e de equipamentos modernos.
Apresentar a proposta de organograma da SES através de Comunicado Interno e da Internet a todos os servidores da entidade, oportunizando a participação dos técnicos na discussão e construção do novo organograma através de um fórum estadual, com discussões prévias nas Regionais. Capacitar técnicos que ocupam funções de gerência mediante cursos/treinamentos com carga horária mínima de 200 horas. Sensibilizar dirigentes para escolha de técnicos qualificados para ocupar cargos de gerência. Estas operações foram
propostas porque a Oficina detectou como um dos problemas que prejudicam
a implantação e o desenvolvimento de ações
de comunicação e educação em saúde a
inobservância de níveis hierárquicos na instituição,
pois dá origem ao descumprimento de decisões e compromete
a credibilidade do trabalho. As causas críticas selecionadas foram
o desconhecimento do quadro funcional sobre o organograma institucional
e deficiência técnica de profissionais que assumem funções
de gerência.
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| Águeda Lenita Wendhausen
- Univali
Anita Terezinha Zago - Ministério da Saúde/SC – Vigilância Sanitária Áureo José Rodrigues - Ministério da Saúde/ SC – Auditoria Carlos Renato da Silva - Fonseca Fórum Popular da Saúde SC Clóvis Thadeu Rabello Improta - Cidasc / Secretaria de Estado da Agricultura Geisebel Cristine Patrício Faraco - Supermercados Angeloni/Companhia Melhoramentos da Capital/Comcap Ione Fiorini Thomé - Secretaria de Estado da Educação e do Desporto Jane Maria de Souza Philippi - UFSC- Departamento de Saúde Pública Kellen Cristine Medeiros Justus - SESI/DR-SC Leila Aparecida Kuster Rodrigues - Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente Leila Bernadete Gaebler - SES-SC/ 7ª Regional de Saúde - Itajaí Leila Duarte Lacerda - Pastoral da Criança e SES-SC/Vigilância Epidemiológica Lisete Contin - SES-SC/CEARS/ Serviço de Educação em Saúde Luis Fernando Assunção - Presidenter do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de SC Luiza Helena Nascimento Medeiros - SMS Florianópolis Mara Regina Bueno Stanck - SES-SC – 15ª Regional de Saúde – Lages Maria Lúcia Mattos Gomes - SES-SC / 14ª Regional de Saúde - Tubarão Maria Tereza de Oliveira - Companhia Melhoramentos da Captial/Comcap Mário Nelson Alves Júnior - SES-SC /Diretoria de Planejamento Quica - FUNASA/SC – apoio Paulo Denis Simas Pereira - FUNASA/ SC - Serviço de Planejamento Raquel Moysés - UFSC/Agência de Comunicação Roberto Carlos Gomes - Associação Catarinense de Ostomizados Rosinete Fátima Ferreira Neto - SES-SC/Joinville - Maternidade Darcy Vargas Rudi Pereira Lopes - SES-SC/LACEN Sônia Maria Fernandes - CASAN Tânia Mara da Silva Bellato - UNIPLAC/HEMOSC – Lages Vergínia Silveira Barbi Coan - UNISUL e Escola de Formação em Saúde – SES-SC |