Grupo Interinstitucional de Comunicação e Educação em Saúde de Santa Catarina 

"É preciso manter o coração pedagógico apaixonado"
 
Padre Vilson Groh defende inserção do educador nas comunidades carentes e diz que o profissional não pode ser um "técnico de balcão" 
O padre Vilson Groh disse que os educadores precisam se envolver mais na vida das comunidades carentes a serem beneficiadas pelos projetos em que atuam. "É preciso se inserir na vida do outro, respeitar o tempo do outro, se envolver com outro muito além da decodificação", recomendou o padre a profissionais de 21 Prefeituras catarinenses durante oficina de trabalho promovida pela Fundação Nacional de Saúde dia 27 de agosto de 2002 em Florianópolis. O evento tratou do planejamento de projetos de educação em saúde e mobilização social em convênios da Funasa para a implantação de sistemas de abastecimento de água, esgoto, melhorias sanitárias domiciliares e resíduos sólidos (lixo). Padre Vilson, que recebeu o Prêmio de Direitos Humanos do Estado de Santa Catarina pelo trabalho educacional que desenvolve há duas décadas em comunidades carentes de Florianópolis, coordenou na oficina uma reflexão sobre educação popular e saúde. Classificando a educação em saúde como um desafio, ele estimulou os participantes a relatarem as dificuldades enfrentadas no trabalho e procurou sensibilizá-los para o prazer da atividade, do "encontro com o outro", dizendo que o educador precisa "manter o coração pedagógico apaixonado" mesmo que fique "dentro da barriga do dragão" quando se deparar com limitações institucionais e políticas.

Veja, a seguir, algumas afirmações feitas pelo educador na oficina da Funasa:


O que atrapalha a educação em saúde
Os técnicos das Prefeituras capacitados na oficina da Funasa descreveram os principais obstáculos à implantação de ações educativas:

Retorna à homepage