Grupo Interinstitucional de Comunicação e Educação em Saúde de Santa Catarina 

 

Saúde discute política para enfrentar violência urbana
O plenário do Conselho Nacional de Saúde aprovou proposta do Ministério da Saúde de criação de uma Política Nacional de Redução da Morbimortalidade por Acidente e Violência. Em março de 2001 foi criado Grupo de Trabalho com o objetivo de acompanhar a implementação deste plano nas três esferas da gestão do SUS e propor ao CNS ações de informação e mobilização. Um dos objetivos é elevar o tema à condição de prioridade dentre as políticas públicas.

Fazem parte do grupo conselheiros representantes da Comunidade Científica e da Sociedade Civil, da Confederação dos Aposentados do Brasil (COBAP), do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (CONASEMS), da Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB - Pastoral da Criança) e Federação Nacional das Sociedades Pestalozzi (FENASP).

O alarmante crescimento da mortalidade por causas externas no país nas últimas décadas, que em vários centros urbanos já ultrapassa a causada pelo câncer, deixou os conselheiros  preocupados. Dentre as várias causas externas de mortalidade, a que cresce mais  são os homicídios, que na última década superaram os acidentes de tráfego, colocando-se como a primeira causa de mortalidade entre os adolescentes e adultos jovens.

As causas externas matam, anualmente, em nosso país, por volta de 120 mil pessoas, mais que todas as doenças infecto-contagiosas. O número chega a ser maior que o total de soldados norte-americanos mortos nos 12 anos de Guerra do Vietnã. "Isso nos leva a reconhecer o estado de guerra civil que se implantou na nossa sociedade", diz nota no site  do Conselho Nacional de Saúde.

O Seminário Nacional sobre Violência Urbana e Segurança Pública, promovido pela Comissão de Desenvolvimento Urbano e Interior da Câmara dos Deputados, com o apoio da Comissão de Direitos Humanos e do Conselho Nacional de Saúde, discutiu a violência urbana, a saúde e a segurança pública, elaborou a CARTA DE BRASÍLIA e indicou a necessidade de realização dos Seminários Regionais sobre Violência Urbana e Saúde Pública, sob a coordenação do Conselho Nacional de Saúde – e da Câmara dos Deputados, representada pela Comissão de Desenvolvimento Urbano e Interior - CDUI.

A violência urbana e a saúde, em suas diversas causalidades e formas de expressão, foram definidas como base de todas as discussões dos Seminários Regionais sobre Violência Urbana e Saúde Pública. A iniciativa busca  proceder um diagnóstico das situações regionais e suas especificidades locais, com ampla discussão sobre os diversos aspectos que geram o crescimento da violência e a formulação de linhas de ação e diretrizes que venham a contribuir para a adoção de políticas intersetoriais de combate à violência, a serem consolidados em um grande evento nacional.

Saiba mais no site do Conselho Nacional de Saúde:


UNESCO lança 'Mapa da Violência'

Em várias unidades da Federação, como Rio de Janeiro, São Paulo e Pernambuco, os homicídios são os responsáveis por mais da metade das mortes de jovens no País. Em 68,3% destes casos, foram utilizadas armas de fogo. Essas são algumas conclusões do livro "Mapa da Violência III", escrito pelo sociólogo Jacobo Waiselfisz, lançado pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), pela Secretaria Nacional dos Direitos Humanos do Ministério da Justiça e pelo Instituto Ayrton Senna, no dia dia 3 de maio.

O livro faz um confronto da população total com a faixa de 15 a 24 anos, analisando as taxas de homicídios, de óbitos por acidentes de transportes, de suicídios e de mortes por armas de fogo. Faz também uma análise de vitimização juvenil, durante 10 anos, nos estados, nas capitais e em 60 países do mundo. Traz mapas e dados específicos sobre o tema e ainda conclusões finais.

Outras informações na Assessoria de Comunicação da UNESCO Brasil, com Ana Lúcia Guimarães, Terezinha Tarcitano ou Carolina Pompeu, fones 61-226 7381 e 321 3525.

Site: www.unesco.org.br


Retorna à homepage